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terça-feira, 12 de janeiro de 2016
segunda-feira, 21 de dezembro de 2015
2015 - encerrando com prêmios.
2015 marcou a estreia de CADARÇO DE SAPATO OU NINGUÉM ESTÁ ACIMA DA REDENÇÃO e o retorno da Cia Teatrofídico ao Prêmio Açorianos de Teatro - Porto Alegre/RS.
Com críticas muito favoráveis (ver links ao final desta postagem), o reconhecimento ao talento e esforço contínuo dos artistas na elaboração de novos projetos, ficou claro com 5 indicações (melhor espetáculo, produção, direção, cenografia e ator) e 3 PRÊMIOS AÇORIANOS!
ALEXANDRE NAVARRO MOREIRA - Melhor Cenografia. O artista recebeu também prêmio especial do juri do Açorianos de Artes Plásticas este ano.
EDUARDO KRAEMER recebeu o prêmio de Melhor Direção.
RENATO DEL CAMPÃO recebeu o prêmio de Melhor Ator.

Impressões sobre a obra, por Marcelo Adams e Clóvis Massa.
quinta-feira, 13 de agosto de 2015
segunda-feira, 20 de julho de 2015
Fotos
Na Mostra Teatrofídico os amigos Juliano Verardi, Letícia Verardi e Samantha Alixandrino registraram um olhar especial. Veja no site Estúdio Elefante!
quinta-feira, 16 de julho de 2015
Mostra segue com APARECEU A MARGARIDA
APARECEU A MARGARIDA é o espetáculo desta semana da Mostra de Repertório 2015 da companhia.
Veja trailer:
Dias 16, 17 e 18 de julho, às 20h no Teatro do Sesc Centro - Av. Alberto Bins, 665 em Porto Alegre.
Veja trailer:
Dias 16, 17 e 18 de julho, às 20h no Teatro do Sesc Centro - Av. Alberto Bins, 665 em Porto Alegre.
sexta-feira, 10 de julho de 2015
domingo, 5 de julho de 2015
ACEITA?
ACEITA?
A Doença.
Perde-se a identidade e sabe-se de cabeça números, dados pessoais, dosagens, datas, resultados de exames, horários e dias de descanso são apenas uma lembrança pois quem assume esse papel não consegue confiar que alguém saberá trocar o curativo adequadamente, que na hora do banho vai apoiar a pessoa com cuidado, vai a todas as consultas, responde todas as perguntas, limpa, faz todas as compras, paga as contas, cozinha. A sensação é de nunca conseguir amar o suficiente. A perda de pelos, especialmente dos cabelos, é, talvez, a característica mais marcante de pacientes de câncer. Mais que uma questão estética, mudar o cabelo é uma das mais rápidas e eficientes possibilidades de “tornar-se uma pessoa diferente”. Para as mulheres, principalmente, fazer uma mudança radical na hora em que tudo parece estar ruim ajuda a aumentar a autoestima, a dar ânimo para reagir. Os primeiros fios de cabelo brancos são outra alteração que nos faz repensar a forma como nos vemos e encaremos a vida. Estes exemplos ajudam a entender mudanças no cabelo como ritos de passagem pois aí movimenta-se todo um universo de significados. Assumir uma nova identidade visual com uma alteração que pode ser reversível, neste caso, é simbolizar as marcas deixadas em doentes e familiares, como outras tantas “cicatrizes” que o viver nos traz.
A Despedida.
Então um dia a pessoa dorme. Mas, ao contrário do que muita gente pensa, além da dor não tivemos descanso. De modo geral, nossa cultura é de negação da morte. Empresas, instituições, pessoas não estão preparadas para resolver questões legais ou burocráticas de modo simples. Não há, no manual das centrais de atendimento ao cliente, uma página dedicada à questão “falecimento do cliente”. E isso é apenas uma pequena parte do que se desenrola. E o prontuário humano, sem direito a viver seu luto, depara-se com um novo papel: resolvedor de pendências. Dizer “meu pai faleceu...” antes de explicar a dúvida nem é escutado por quem apenas está contando o número de atendimentos. E torna-se lugar comum, automático, uma frase sem sentimento. Meses depois, ainda dói atender o celular que era dele.
ACEITA UM POUCO DO MEU AMOR?
Concepção e performance: Silvana da Costa Alves
Mostra Teatrofídico 2015, artistas convidados: Débora Villanova, Luis Franke e Karen Radde.
Fotografia: Juliano Verardi e Patricia Guterres
www.trabalhodasilvana.blogspot.com
Marcadores:
Aceita?,
Arte-Sesc,
Cia Teatrofídico,
Débora Villanova,
Karen Radde,
Luis Franke,
performance,
Sesc,
Silvana da Costa Alves,
Teatrofídico
sábado, 27 de junho de 2015
sábado, 13 de junho de 2015
2015
Mostra
Teatrofídico – julho 2015
CADARÇO DE SAPATO OU NINGUÉM ESTÁ ACIMA DA REDENÇÃO
Dias 09, 10 e 11 de
julho às 20h NO TEATRO DO SESC Centro – Rua Alberto Bins, 665.
Dia 10 de julho: performance ACEITA?* Entre 19 e 20h no
térreo do Sesc Centro e debate após a apresentação.
Livremente inspirado na dramaturgia da inglesa Sarah Kane, o
espetáculo da Cia Teatrofídico propõe um diálogo fragmentado e confessional,
onde seres perdidos tateiam em direção à luz. Amor, desespero, morte, ânsia,
violência e uma certa dose de tristeza. Buscando uma atuação performática os
atores não revelam "personagens" mas sim situações e sentimentos num
jogo de desconstrução e anticlímax.
O processo de criação teve como ponto de partida a leitura
da obra publicada da autora e consequente pesquisa bibliográfica. Nesta fase
elencou-se assuntos convergentes tais como depressão, suicídio, amores não
correspondidos, influência familiar, movimentos artísticos, etc. e á partir
desta gama de interesses foi-se criando um mosaico teórico que deu substância
para iniciar os ensaios. Também foi importante para a elaboração do roteiro do
espetáculo a intenção de escrever relatos e cenas de autoria própria. Então
depois de iniciada a parte prática da criação, estivemos sempre alternando a
inspiração da obra de Sarah Kane com nossa própria dramaturgia. Como resultado
construímos um espetáculo híbrido de intenções que mesclam universos e dialogam
com o contemporâneo.
“Encarada como herdeira da tradição de autores como Samuel
Beckett e Harold Pinter, Sarah Kane é uma das mais importantes dramaturgas da
cena inglesa contemporânea. Em uma obra de crueza grave e violência cortante,
suas peças trazem a essência humana em situações pungentes, sem ornamentos ou
máscaras. A base – de nossas urgências, doenças e desejos – são expostos no
desenvolvimento de um eu violentado no contato com o mundo...
Concretizando muito mais do que a individualidade
psicológica de personagens em uma história com começo, meio e fim, ela expõe,
acima de tudo, os movimentos desse eu em contato com os outros”, segundo Ângela
Francisca Almeida de Oliveira/UFRGS. No aspecto estético trabalhamos com
diversas ideias que traduzissem os sentidos e sentimentos deste mundo
deteriorado: a área de atuação (palco) é dividida em dois ambientes onde ao
fundo fica representado de forma não inteiramente realista um banheiro público
separado por uma parede transparente, como uma vitrine onde estão colocados
dois grandes painéis. De um lado uma figura gigante em close do rosto de Sarah
e do outro uma cortina com imagens icônicas do universo da dramaturga e dos
dias atuais. Fios atravessam o alto da cena onde estão pendurados pares de
sapatos e tênis. Uma poltrona bergère
totalmente deteriorada é um dos principais elementos onde acontecem cenas e que
representa a intimidade e o interior dos seres que perambulam por esse espaço
urbano e ao mesmo tempo familiar. Projeções de
imagens pictóricas completam a cenografia onde uma
iluminação intimista cria um ambiente claustrofóbico e lírico. A trilha sonora
remete aos anos 80 e 90 dando um tom retrô e melancólico à encenação.
Os figurinos mesclam referências de street-urban com elementos delicados e artesanais em duas paletas
de cores: verdes e ocres que também se comunicam com A Cia Teatrofídico sediada
na Usina do Gasômetro há dez anos dentro do Projeto Usina das Artes, iniciou
sua trajetória com “Jogos na Hora da Sesta”, de Roma Mahieu, mas já montou
autores como Caio Fernando Abreu, Luis Buñuel, Clarice Lispector, Ricardo de
Almeida e Miguel Magno, Nelson Rodrigues, Tennesse Williams, Fernando Pessoa e
Roberto Athayde, autor de “Apareceu a Margarida” (em cartaz há sete anos),
entre outros. Este trabalho inspirado em
toda a dramaturgia de Sarah Kane, com roteiro do próprio grupo é também a
comemoração da resistência e solidez da Cia Teatrofídico.
Texto: Criação
coletiva/Livremente inspirados na dramaturgia de Sarah Kane
Atuação: Renato
Del Campão, Rejane Meneguetti, Jairo Klein, Adriana Lampert, Gustavo Razzera e
Lucimaura Rodrigues.
Direção, Trilha
Sonora e Iluminação: Eduardo Kraemer
Cenografia:
Alexandre Navarro
Figurinos: Alunos
do curso de Moda da FEEVALE coordenados pela professora Ana Hoffmann
Projeções/vídeos:
Biah Werther
Produção: Cia
Teatrofídico
APARECEU A MARGARIDA
Foto: Luciana Mena Barreto
Dias 16, 17 e 18 de
julho às 20h NO TEATRO DO SESC Centro – Rua Alberto Bins, 665.
O ESPETÁCULO ESTÁ EM
SEU 7º ANO DE TRAJETÓRIA, TENDO SIDO INDICADO AO PRÊMIO DE MELHOR ATOR PARA
RENATO DEL CAMPÃO NO PRÊMIO AÇORIANOS DE TEATRO DE 2009.
“Para Dna.
Margarida a melhor aula é a que mantém
no ar aquela atmosfera de compreensão entre os alunos e a professora...”
“A encenação assinada
por Eduardo Kraemer mostra o quanto este diretor tem amadurecido. Valendo-se,
desta vez, de um texto consagrado, correndo o risco das comparações, Kraemer
busca uma linha exacerbada de construção do espetáculo que é mantido, contudo,
sempre sob seu controle (... )Renato Del Campão está perfeito na
personalização. Num espetáculo bem marcado, ele não improvisa: cada gesto e
cada arroubo têm uma subida de tom a que se segue uma descida, mostrando as
variações temperamentais da professora. Seguro no texto, equilibrado na
personalização, a figura da professora dona Margarida evidencia a qualidade de
ator que é Renato Del Campão e que nem sempre ele mesmo sabe valorizar. Aqui,
ele dá um show e certamente merece um reconhecimento muito especial, até mesmo
pela dificuldade da figura que interpreta.” (Antônio Hohlfeldt - Jornal do
Comércio, 17 de dezembro de 2008)
“E quais são os
que merecem? São aqueles que obecedem!”
“Renato Del Campão é
um Ator com A maiúsculo” (Amir Haddad - Diretor Teatral Carioca)
“São poucas as
coisas que podem ser vistas no mundo de hoje. E também são raras as pessoas que
enxergam alguma coisa nesse raio de vida...”
“O Rio Grande do Sul
deve se orgulhar por ter nos seus palcos a ousadia e a incrível capacidade
técnica do ator Renato Del Campão. Sua leitura do texto desdobra em diversas
camadas o entendimento da alma humana, apropriando-se da essência expressa pelo
autor. A atuação escancara as feridas vivenciadas no texto com impressionante
entrega, ao mesmo tempo
mostrando que Dona
Margarida é uma pétala.” (Caco Coelho - Jornal Correio do Povo, 2 de agosto
de 2008)
“Todo mundo quer
mandar um no outro, exatamente como está acontecendo aqui, eu mando vocês
obedecem, eu falo vocês acreditam. No fundo TODO MUNDO QUER SER DONA
MARGARIDA.”
“Margarida caiu como
uma luva para o tipo de interpretação de Del Campão, marcada pela explosão,
pela crueza e pela imposição física. Ele embarca a professora em um surto
maníaco,
em que as palavras
preenchem todo e qualquer instante, roubando o lugar da reflexão, impondo ao
público a incômoda sensação de que está perdendo a individualidade. No início
do
espetáculo, Del Campão
dá um show de interpretação: em um instante de raríssima calmaria, a professora
para de odiar o mundo e se vê frágil, olhos marejados.” (Renato Mendonça -
Zero Hora, 12 de janeiro de 2009)
“Evolução não é
nada. E revolução é duas vezes evolução, ou seja: é duas vezes nada...”
Roberto Athayde, um dos grandes autores responsáveis pelo
divisor de águas da dramaturgia nacional, com texto de linhagem tragicômica e,
pioneiro também na utilização de uma linguagem coloquial em cena - destaque no
período da ditadura militar, do autoritarismo - ficou conhecido mundialmente
pela montagem, adaptação e tradução de “APARECEU A MARGARIDA”, para quase o
mundo inteiro, a partir do final dos anos 70 até hoje.
“Dona Margarida
quer ajudar vocês a não terem nada de bom e inteligente pra dizer a própria
vida. Ela quer torná-los totalmente inexpressivos...”
A trama, com áspero texto, é uma profunda análise
psicológica da tortura, da perversão, dos mecanismos de opressão e de toda e
qualquer tirania ditatorial, garantindo a identificação de todos,
proporcionando reflexão dos artistas, quanto dos espectadores.
“A vida é um
saco!”
Sob forma de
monólogo, retrata um dia na sala de aula da professora Dnª Margarida, narrando
fatos da vida a alunos pré-adolescentes e marca a influência sobre o processo
político de ditadura, pelo qual atravessava o país, quando de sua criação, na
década de 70. A situação política faz com que o teatro assuma a sua função
social, voltando-se para o questionamento da realidade brasileira.
Apresentado de forma tragicômica, mesclando o real e o
imaginário, a peça critica a política e o comportamento - inclusive do panorama
atual - envolvendo a plateia que torna-se parte da peça como se fosse formada
por alunos e a professora expressa as suas opiniões através das disciplinas
curriculares de forma alegórica e, ao mesmo tempo, autoritária.
“Porque é
importante saber? É importante saber só pra saber”
APARECEU A MARGARIDA, por ser uma sátira do poder em vários
níveis (político, didático e, amplamente
psicológico ), tem uma grande flexibilidade histriônica que permite
montar a peça com atrizes de qualquer idade , assim como por atores também.
Segundo o próprio autor Roberto Athayde
“a utilização de um veículo distanciado do protótipo da professora ,
tende a enfatizar o aspecto abstrato do texto como uma paródia supragenérica , não só do poder como do
próprio ego humano “.
“O mundo inteiro
está nas mãos de Dona Margarida. A matéria, toda a matéria. A ciência toda, os
adjetivos, os advérbios os verbos, tudo...”
FICHA TÉCNICA
Autor - ROBERTO
ATHAYDE
Direção - EDUARDO
KRAEMER
Atuação - RENATO
DEL CAMPÃO (Dona Margarida) e JAIRO KLEIN (aluno)
Cenografia,
iluminação e sonoplastia - EDUARDO KRAEMER
Figurinos -
ANTONIO RABADAN e CURSO DE DESIGN DE MODA E TECNOLOGIA DA FEEVALE
Fotos - LUCIANA
MENA BARRETO
EU, PESSOA E OS OUTROS EUS
Foto: Adriana Marchiori
Dias 24 e 25 de julho
às 20h NO TEATRO DO SESC Centro – Rua Alberto Bins, 665.
Retornamos com o espetáculo solo "Eu, Pessoa e os
Outros Eus" com o ator Jairo Klein e direção de Eduardo Kraemer, com apresentações
marcando 80 anos da morte do escritor Fernando Pessoa e seus heterônimos mais
conhecidos:
Alberto Caeiro,
Ricardo Reis e Álvaro de Campos.
Inspirado na obra literária do poeta Português Fernando
Pessoa e seus Alberto Caeiro, Ricardo Reis e Álvaro de Campos. Ao completar 32
anos de atividades no teatro e 27 anos de pesquisa sobre a obra do poeta, o
ator revela no palco a multiplicidade, pluralidade e as contradições
do universo Pessoano, revelando
ao público, através da poesia encenada, a obra real e metafísica de um dos maiores
escritores da literatura universal de todos os tempos.
O espetáculo já percorreu diversas Capitais Brasileiras e
representou o Brasil nos Colóquios da Lusofonia em Lisboa, Porto e
Bragança em 2009 onde recebeu o Prêmio Fernando Pessoa do Instituto Cultural
Português e da Câmara Municipal de Bragança, concedido nas comemorações
dos 120 anos do nascimento do poeta. Em 2012 novamente a convite do
Colóquio Anual da Lusofonia esteve no Arquipélago dos Açores, na ilha de
São Miguel
Arcanjo, divulgando a poesia arrebatadora de Fernando
Pessoa.
FICHA TÉCNICA
Autor - Fernando Pessoa
Intérprete - Jairo Klein
Direção - Eduardo Kraemer
*Performance ACEITA?
Fotografia: Juliano Verardi
A Doença.
Perde-se
a identidade e sabe-se de cabeça números, dados pessoais, dosagens, datas,
resultados de exames, horários e dias de descanso são apenas uma lembrança pois
quem assume esse papel não consegue confiar que alguém saberá trocar o curativo
adequadamente, que na hora do banho vai apoiar a pessoa com cuidado, vai a
todas as consultas, responde todas as perguntas, limpa, faz todas as compras,
paga as contas, cozinha. A sensação é de nunca conseguir amar o suficiente.
A perda de pelos, especialmente
dos cabelos, é, talvez, a característica mais marcante de pacientes de câncer.
Mais que uma questão estética, mudar o cabelo é uma das mais rápidas e
eficientes possibilidades de “tornar-se uma pessoa diferente”. Para as
mulheres, principalmente, fazer uma mudança radical na hora em que tudo parece
estar ruim ajuda a aumentar a autoestima, a dar ânimo para reagir. Os primeiros
fios de cabelo brancos são outra alteração que nos faz repensar a forma como
nos vemos e encaremos a vida. Estes exemplos ajudam a entender mudanças no
cabelo como ritos de passagem pois aí movimenta-se todo um universo de
significados. Assumir uma nova identidade visual com uma alteração que pode ser
reversível, neste caso, é simbolizar as marcas deixadas em doentes e
familiares, como outras tantas “cicatrizes” que o viver nos traz.
A Despedida.
Então
um dia a pessoa dorme. Mas, ao
contrário do que muita gente pensa, além da dor não tivemos descanso. De modo
geral, nossa cultura é de negação da morte. Empresas, instituições, pessoas não
estão preparadas para resolver questões legais ou burocráticas de modo simples.
Não há, no manual das centrais de atendimento ao cliente, uma página dedicada à
questão “falecimento do cliente”. E isso é apenas uma pequena parte do que se
desenrola.
E o prontuário humano, sem
direito a viver seu luto, depara-se com um novo papel: resolvedor de pendências. Dizer “meu pai faleceu...” antes de
explicar a dúvida nem é escutado por quem apenas está contando o número de
atendimentos. E torna-se lugar comum, automático, uma frase sem sentimento. Meses depois, ainda dói atender o celular que
era dele.
ACEITA UM POUCO DO MEU AMOR?
FICHA TÉCNICA
Concepção e performance:
Silvana da Costa Alves
Mostra Teatrofídico 2015: artistas convidados farão parte da
performance.
MOSTRA TEATROFÍDICO 2015
DIVULGAÇÃO
51.9513.6101 EDUARDO KRAEMER
51.9656.8341 RENATO
DEL CAMPÃO
terça-feira, 27 de setembro de 2011
QUEM TEM MEDO DE ITÁLIA FAUSTA?
QUEM TEM MEDO DE ITÁLIA FAUSTA?, um álbum no Flickr.
cute pictures of Luciane Pires Ferreira
domingo, 5 de julho de 2009
MARGARIDA NO INTERIOR

Em julho o espetáculo APARECEU A MARGARIDA vai pousar em 6 cidades gaúchas (Gravataí, São Leopoldo, Bento Gonçalves, Lajeado, Passo Fundo e Ijuí) dentro do projeto ARTE SESC - CULTURA POR TODA PARTE.
Dona Margarida irá destilar toda sua ira e verborragia pelos pampas.
Marcadores:
Apareceu a Margarida,
Arte-Sesc,
Eduardo Kraemer,
Jairo Klein,
Renato Del Campão,
Sesc
quinta-feira, 18 de setembro de 2008
quinta-feira, 24 de julho de 2008
APARECEU A MARGARIDA
CIA TEATROFÍDICO
e
PROJETO USINA DAS ARTES
apresentam
APARECEU A MARGARIDA
de
Roberto Athayde
Roberto Athayde, um dos grandes autores responsáveis pelo divisor de águas da dramaturgia nacional, com texto de linhagem tragicômica e, pioneiro também na utilização de uma linguagem coloquial em cena – destaque no período da Ditadura Militar, do Autoritarismo – ficou conhecido mundialmente pela montagem, adaptação e tradução de “APARECEU A MARGARIDA “, para quase o Mundo inteiro, a partir do final dos anos 70 até hoje.
O autor – igualmente , ator e diretor teatral Renato Del Campão , artista local e profissional reconhecido há 30 anos no mercado artístico-cultural , detentor de alguns prêmios significativos e inúmeras vezes indicado – principalmente à categoria Melhor Ator/Troféu Açorianos – celebra sua maturidade artística com seu primeiro monólogo, um texto ácido – que não é de sua autoria – mas ao seu gosto e suficientemente genial, assistido por gerações e revisitado pela ótica do também diretor Eduardo Kraemer (orientador cênico da CIA TEATROFÍDICO, detentora de seis títulos em seu curriculo e, que mais recentemente, realizou uma adaptação ao lado DEL CAMPÃO, O ANJO EXTERMINADOR, de Luis Buñuel.
A proposta de trabalhar a linguagem popular do autor, numa encenação interativa – a platéia é a sala de aula da professora - , oportuniza o contato do público em geral e do Universitário com a obra de um artista inspirador e a dos profissionais locais, valorizando a história mundial, nacional e regional do teatro.
A trama, com áspero texto, é uma profunda análise psicológica da tortura, da perversão, dos mecanismos de opressão e de toda e qualquer tirania ditatorial, garantindo a identificação de todos, proporcionando reflexão dos artistas, quanto dos espectadores.
Sob forma de monólogo, retrata um dia na sala de aula da professora Dnª Margarida, narrando fatos da vida a alunos pré-adolescentes e marca a influência sobre o processo político de ditadura, pelo qual atravessava o país, quando de sua criação, na década de 70. A situação política faz com que o teatro assuma a sua função social, voltando-se para o questionamento da realidade brasileira. Apresentado de forma tragicômica, mesclando o real e o imaginário, a peça critica a política e o comportamento – inclusive do panorama atual – envolvendo a platéia, que torna-se parte da peça como se fossem alunos e a professora expressa as suas opiniões através das disciplinas curriculares de forma alegórica e, ao mesmo tempo, autoritária.
APARECEU A MARGARIDA , por ser uma sátira do poder em vários níveis ( político , didático e , amplamanete , psicológico ) , tem uma grande flexibilidade histriônica que permite montar a peça com atrizes de qualquer idade , assim como por atores também . Já houveram nove produções pelo Mundo com intérpretes do sexo masculino , apresentando-se sob vários aspectos ( travestidos ou não ) . Um exemplo disso é o ator multimídia George Preub ( que atua com o codinome de Mary Anos , na Alemanha ). Ele interpretou Dona Margarida com figurino masculino e make-up feminino . Sua atuação foi determinante , por ser a primeira ocorrida . No Brasil , outras três ocorreram e a mais sólida foi a de Lenicio Queiroga no Nordeste do Brasil ; mas a professora masculinizada já esteve na Argentina , na Grécia e na França também . O texto é um clássico do TEATRO BRASILEIRO CONTEMPORÂNEO , foi montada em mais de 30 países desde sua estréia em 1973 , com Marilia Pêra . O texto , originalmente escrito para o ator LUIS DE LIMA ( que adoeceu ) , passou pelas mãos de Leila Diniz ( falecida em acidente aéreo ) até chegar nas mãos de Marilia . No Rio Grande do Sul , a atriz Sandra Dani viveu ela nos anos oitenta , com absoluto vigor. Mas segundo o próprio autor Roberto Athayde “ a utilização de um veículo distanciado do protótipo da professora , tende a enfatizar o aspecto abstrato do texto como uma paródia supra-genérica , não só do Poder como do próprio ego humano “.
SERVIÇO :
o que ? APARECEU A MARGARIDA
quando ? de 11/10 a 02/12
onde ? sala Álvaro Moreyra
temporada ? sábados 21h e domingos 20h
FICHA TÉCNICA :
Autor – ROBERTO ATHAYDE
Direção – EDUARDO KRAEMER
Atuação – RENATO DEL CAMPÃO ( Dona Margarida ) e JAIRO KLEIN( aluno)
Cenografia , iluminação e sonoplastia – EDUARDO KRAEMER
Figurinos – ANTONIO RABADAN e CURSO DE DESIGN DE MODA E TECNOLOGIA DA FEEVALE
Fotos – LUCIANA MENA BARRETO
Material gráfico – EDUARDO KRAEMER
Make – up – NIKKI GOULART
Trilha pesquisada – CIA TEATROFÍDICO
Trilha composta – MANINHA PEDROSO
Realização – CIA TEATROFÍDICO
e
PROJETO USINA DAS ARTES
apresentam
APARECEU A MARGARIDA
de
Roberto Athayde
Roberto Athayde, um dos grandes autores responsáveis pelo divisor de águas da dramaturgia nacional, com texto de linhagem tragicômica e, pioneiro também na utilização de uma linguagem coloquial em cena – destaque no período da Ditadura Militar, do Autoritarismo – ficou conhecido mundialmente pela montagem, adaptação e tradução de “APARECEU A MARGARIDA “, para quase o Mundo inteiro, a partir do final dos anos 70 até hoje.
O autor – igualmente , ator e diretor teatral Renato Del Campão , artista local e profissional reconhecido há 30 anos no mercado artístico-cultural , detentor de alguns prêmios significativos e inúmeras vezes indicado – principalmente à categoria Melhor Ator/Troféu Açorianos – celebra sua maturidade artística com seu primeiro monólogo, um texto ácido – que não é de sua autoria – mas ao seu gosto e suficientemente genial, assistido por gerações e revisitado pela ótica do também diretor Eduardo Kraemer (orientador cênico da CIA TEATROFÍDICO, detentora de seis títulos em seu curriculo e, que mais recentemente, realizou uma adaptação ao lado DEL CAMPÃO, O ANJO EXTERMINADOR, de Luis Buñuel.
A proposta de trabalhar a linguagem popular do autor, numa encenação interativa – a platéia é a sala de aula da professora - , oportuniza o contato do público em geral e do Universitário com a obra de um artista inspirador e a dos profissionais locais, valorizando a história mundial, nacional e regional do teatro.
A trama, com áspero texto, é uma profunda análise psicológica da tortura, da perversão, dos mecanismos de opressão e de toda e qualquer tirania ditatorial, garantindo a identificação de todos, proporcionando reflexão dos artistas, quanto dos espectadores.
Sob forma de monólogo, retrata um dia na sala de aula da professora Dnª Margarida, narrando fatos da vida a alunos pré-adolescentes e marca a influência sobre o processo político de ditadura, pelo qual atravessava o país, quando de sua criação, na década de 70. A situação política faz com que o teatro assuma a sua função social, voltando-se para o questionamento da realidade brasileira. Apresentado de forma tragicômica, mesclando o real e o imaginário, a peça critica a política e o comportamento – inclusive do panorama atual – envolvendo a platéia, que torna-se parte da peça como se fossem alunos e a professora expressa as suas opiniões através das disciplinas curriculares de forma alegórica e, ao mesmo tempo, autoritária.
APARECEU A MARGARIDA , por ser uma sátira do poder em vários níveis ( político , didático e , amplamanete , psicológico ) , tem uma grande flexibilidade histriônica que permite montar a peça com atrizes de qualquer idade , assim como por atores também . Já houveram nove produções pelo Mundo com intérpretes do sexo masculino , apresentando-se sob vários aspectos ( travestidos ou não ) . Um exemplo disso é o ator multimídia George Preub ( que atua com o codinome de Mary Anos , na Alemanha ). Ele interpretou Dona Margarida com figurino masculino e make-up feminino . Sua atuação foi determinante , por ser a primeira ocorrida . No Brasil , outras três ocorreram e a mais sólida foi a de Lenicio Queiroga no Nordeste do Brasil ; mas a professora masculinizada já esteve na Argentina , na Grécia e na França também . O texto é um clássico do TEATRO BRASILEIRO CONTEMPORÂNEO , foi montada em mais de 30 países desde sua estréia em 1973 , com Marilia Pêra . O texto , originalmente escrito para o ator LUIS DE LIMA ( que adoeceu ) , passou pelas mãos de Leila Diniz ( falecida em acidente aéreo ) até chegar nas mãos de Marilia . No Rio Grande do Sul , a atriz Sandra Dani viveu ela nos anos oitenta , com absoluto vigor. Mas segundo o próprio autor Roberto Athayde “ a utilização de um veículo distanciado do protótipo da professora , tende a enfatizar o aspecto abstrato do texto como uma paródia supra-genérica , não só do Poder como do próprio ego humano “.
SERVIÇO :
o que ? APARECEU A MARGARIDA
quando ? de 11/10 a 02/12
onde ? sala Álvaro Moreyra
temporada ? sábados 21h e domingos 20h
FICHA TÉCNICA :
Autor – ROBERTO ATHAYDE
Direção – EDUARDO KRAEMER
Atuação – RENATO DEL CAMPÃO ( Dona Margarida ) e JAIRO KLEIN( aluno)
Cenografia , iluminação e sonoplastia – EDUARDO KRAEMER
Figurinos – ANTONIO RABADAN e CURSO DE DESIGN DE MODA E TECNOLOGIA DA FEEVALE
Fotos – LUCIANA MENA BARRETO
Material gráfico – EDUARDO KRAEMER
Make – up – NIKKI GOULART
Trilha pesquisada – CIA TEATROFÍDICO
Trilha composta – MANINHA PEDROSO
Realização – CIA TEATROFÍDICO
sábado, 17 de novembro de 2007
EU PRECISO APRENDER A SER SÓ

DIAS 17,18,24,25,30/11,01,02,07,08,09/12
AS 21HS
SALA ÁLVARO MOREYRA
COM
MARCO SÓRIO
SAYONARA SOSA
CLAUDIA CANEDO
RAFAEL GUERRA
DÉBORA GEREMIA
EVERSON SILVA
DIREÇÃO
EDUARDO KRAEMER
Num mundo fragamentado e insípido, regido por leis de mercado e por regras politicamente corretas, o homem moderno encontra-se perdido. Sem futuro, procura o amor.Eu preciso aprender a ser só conta a história de uma mulher traumatizada com a perda de um grande amor. Tenta renascer, encontra um homem e num jogo compulsivo, acha a possibilidade da felicidade.O grupo Teatrofídico através de fragmentos de diversos textos e de improvisações, utiliza uma liguagem frenética, partida e poética para contar nossa própria história – a história de um mundo onde “as conexões estão perdidas, os fusos horários trocados...”.
Tres casais de atores interpretam dois personagens em constante transformação.Bill e Bety encontran-se num bar de happy-hour e a partir dalí percorrem um caminho sem volta.Solidão, paixão, tesão, traicão, amor, ódio e vingança misturam-se nesse tour-de-force.A relação se mostra frágil, pois basta um olhar alheio para que a troca seja consumada.No fim a possibilidade do amor é sombreada pelo fantasma do medo.
Utilizando o recurso do TEATRO-DANÇA e desta linguagem fragmentada, com idas e vindas atemporais, o grupo busca um signo contemporâneo para um tema caduco e eterno – a busca do amor.Com uma trilha sonora rica e diversa o espetáculo – como no momento em que o casal trava uma batalha através da dança de um tango – se mostra dinâmico e poético, vivo e dramático por vezes cômico e trágico.
TROFÉU AÇORIANOS 2005 MELHOR TRILHA SONORA PEQUISADA – EDUARDO KRAEMER
INDICADO NA CATEGORIA MELHOR ATRIZ(SAyONARA SOSA) E
MELHOR CENOGRAFIA(EDUARDO KRAEMER)
MARCO SÓRIO
SAYONARA SOSA
CLAUDIA CANEDO
RAFAEL GUERRA
DÉBORA GEREMIA
EVERSON SILVA
DIREÇÃO
EDUARDO KRAEMER
Num mundo fragamentado e insípido, regido por leis de mercado e por regras politicamente corretas, o homem moderno encontra-se perdido. Sem futuro, procura o amor.Eu preciso aprender a ser só conta a história de uma mulher traumatizada com a perda de um grande amor. Tenta renascer, encontra um homem e num jogo compulsivo, acha a possibilidade da felicidade.O grupo Teatrofídico através de fragmentos de diversos textos e de improvisações, utiliza uma liguagem frenética, partida e poética para contar nossa própria história – a história de um mundo onde “as conexões estão perdidas, os fusos horários trocados...”.
Tres casais de atores interpretam dois personagens em constante transformação.Bill e Bety encontran-se num bar de happy-hour e a partir dalí percorrem um caminho sem volta.Solidão, paixão, tesão, traicão, amor, ódio e vingança misturam-se nesse tour-de-force.A relação se mostra frágil, pois basta um olhar alheio para que a troca seja consumada.No fim a possibilidade do amor é sombreada pelo fantasma do medo.
Utilizando o recurso do TEATRO-DANÇA e desta linguagem fragmentada, com idas e vindas atemporais, o grupo busca um signo contemporâneo para um tema caduco e eterno – a busca do amor.Com uma trilha sonora rica e diversa o espetáculo – como no momento em que o casal trava uma batalha através da dança de um tango – se mostra dinâmico e poético, vivo e dramático por vezes cômico e trágico.
TROFÉU AÇORIANOS 2005 MELHOR TRILHA SONORA PEQUISADA – EDUARDO KRAEMER
INDICADO NA CATEGORIA MELHOR ATRIZ(SAyONARA SOSA) E
MELHOR CENOGRAFIA(EDUARDO KRAEMER)
sábado, 8 de setembro de 2007

Um dia a maioria de nós irá se separar. Sentiremos saudades de todas as conversas jogadas fora, as descobertas que fizemos, dos sonhos que tivemos, dos tantos risos e momentos que compartilhamos. Saudades até dos momentos de lágrima, da angústia, das vésperas de finais de semana, de finais de ano, enfim... do companheirismo vivido. Sempre pensei que as amizades continuassem para sempre. Hoje não tenho mais tanta certeza disso. Em breve cada uma vai pra seu lado, seja pelo destino, ou por algum desentendimento, segue a sua vida, talvez continuemos a nos encontrar quem sabe, nos e-mails trocados. Podemos nos telefonar, dizer algumas bobagens. Aí os dias vão passar, meses, anos, até este contato tornar-se cada vez mais raro. Vamos nos perder no tempo. Um dia nossos filhos verão aquelas fotografias e perguntarão? Quem são aquelas pessoas? Diremos, que eram nossos amigos. E... isso vai doer tanto! Foram meus amigos, foi com eles que vivi os melhores anos de minha vida!
Já fiz amigos eternos
Já amei e fui amado
Já fui amado e não amei
Já tentei esquecer pessoas inesquecíveis
Já tentei substituir pessoas insubstituíveis
Já gritei e pulei de tanta felicidade
Já vivi de amor
Já perdoei erros quase imperdoáveis
Já fiz coisas por impulso
Já me decepcionei com pessoas que nunca pensei me decepcionar
Já abracei pra proteger
Já decepcionei alguém
Já dei risada quando não podia
Já fiz juras eternas
Já chorei ouvindo música e vendo fotos
Já liguei só pra escutar uma voz
Já fui levado em sonhos
Já pensei que fosse morrer de tanta saudade
No final ... tive medo de perder alguém especial e acabei perdendo
“Mas...Vivi... E estou Vivo ...
sexta-feira, 7 de setembro de 2007
FERNANDO PESSOA EM SETEMBRO NA SALA 302 DA USINA

Álvaro de Campos
Lisbon Revisited
(l923)
NÃO: Não quero nada. Já disse que não quero nada.
Não me venham com conclusões! A única conclusão é morrer.
Não me tragam estéticas! Não me falem em moral!
Tirem-me daqui a metafísica! Não me apregoem sistemas completos, não me enfileirem conquistas Das ciências (das ciências, Deus meu, das ciências!) — Das ciências, das artes, da civilização moderna!
Que mal fiz eu aos deuses todos?
Se têm a verdade, guardem-na!
Sou um técnico, mas tenho técnica só dentro da técnica. Fora disso sou doido, com todo o direito a sê-lo. Com todo o direito a sê-lo, ouviram?
Não me macem, por amor de Deus!
Queriam-me casado, fútil, quotidiano e tributável? Queriam-me o contrário disto, o contrário de qualquer coisa? Se eu fosse outra pessoa, fazia-lhes, a todos, a vontade. Assim, como sou, tenham paciência! Vão para o diabo sem mim, Ou deixem-me ir sozinho para o diabo! Para que havemos de ir juntos?
Não me peguem no braço! Não gosto que me peguem no braço. Quero ser sozinho. Já disse que sou sozinho! Ah, que maçada quererem que eu seja da companhia!
Ó céu azul — o mesmo da minha infância — Eterna verdade vazia e perfeita! Ó macio Tejo ancestral e mudo, Pequena verdade onde o céu se reflete! Ó mágoa revisitada, Lisboa de outrora de hoje! Nada me dais, nada me tirais, nada sois que eu me sinta.
Deixem-me em paz! Não tardo, que eu nunca tardo... E enquanto tarda o Abismo e o Silêncio quero estar sozinho!
EU, PESSOA E OS OUTROS EUS
A POESIA DELIRANTE DE FERNANDO PESSOA POR JAIRO KLEIN
DIREÇÃO EDUARDO KRAEMER
A POESIA DELIRANTE DE FERNANDO PESSOA POR JAIRO KLEIN
DIREÇÃO EDUARDO KRAEMER
Quando: Até 29/09 Sábados e Domingos
Onde: SALA 302
Horário: 19h
Onde: SALA 302
Horário: 19h
Ingressos: R$5,00
Maiores informações pelo fone (51)96768341 E 32239831
Maiores informações pelo fone (51)96768341 E 32239831
terça-feira, 13 de fevereiro de 2007
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